A.˙.G.˙.D.˙.G.˙.A.˙.D.˙.U.˙.

M.˙.I.˙.C.˙.T.˙.M.˙.R.˙.

21 de jan. de 2009

Produtores colhem 400 toneladas de sementes de milho

[Notícia]

O Programa Estadual de Sementes, batizado de 'Sementes da Vida', já está produzindo os primeiros frutos. Nesta quarta-feira, 21, começa em Canindé de São Francisco a colheita de 400 toneladas de sementes certificadas do milho BR 5011, mais conhecida pelo nome de 'Sertanejo'. O trabalho é resultado de um contrato firmado entre o Governo do Estado e a Cooperativa de Agricultores Coofrucal para produção de sementes, que serão distribuídas com agricultores familiares e assentados da Reforma Agrária de Sergipe.

”Sementes da Vida” é um projeto da Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri), coordenado e supervisionado por sua vinculada a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro). Em parceria com a Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro), foram selecionados 66 agricultores familiares do Perímetro Irrigado Califórnia para produção de sementes certificadas de milho sertanejo em uma área de 96,4 hectares, implantada no mês de outubro do ano passado.

Para viabilizar a produção, a Emdagro entregou à Coofrucal duas toneladas de sementes básicas adquiridas na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e destinadas à formação desses campos de produção de sementes certificadas de milho. “Além de possibilitar uma economia para os cofres do Estado, a ação contribui para a geração de empregos diretos e para distribuição de sementes de boa qualidade aos agricultores familiares de Sergipe”, comemora Jefferson Feitosa de Carvalho, presidente da Emdagro.

Para o produtor rural e presidente da Coofrucal, Manoel Messias da Rocha, “esse momento representa um negócio bom para o produtor de Canindé do São Francisco, onde a rentabilidade é boa uma vez que a gente não produzia sementes e sim de grãos”, afirma Manoel, acrescentando que o compromisso firmado com o Governo do Estado, no sentido de comprar toda a produção dos grãos, foi fator determinante para que os produtores apostassem no sucesso do projeto.

Poço Redondo

Após a solenidade em Canindé do São Francisco, o presidente da Emdagro, Jefferson Feitosa de Carvalho, fez uma visita ao atual prefeito de Poço Redondo, Frei Enoque de Araújo, onde, na ocasião, foi tratado sobre novos projetos e assinaturas de convênios entre a Emdagro e aquela prefeitura.

Foto: Carlos Mariz/Asscom Emdagro

16 de jan. de 2009

Pastejo rotacionado é tema de palestra

“O que nós queremos é ver isso, o balde cheio”, quem afirma é o produtor rural, Heber Ricardo Batista de Carvalho, morador da comunidade Vitória, no município de Umbaúba, após participar, na manhã de hoje (16), da palestra sobre pastejo rotacionado realizada pela Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), a qual contou com as presenças de 39 pessoas, entre produtores rurais, técnicos da Emdagro e entidades de classes. Também participaram na palestra o prefeito de Umbaúba Anderson Farias e o secretário de agricultura, Edgar Cerqueira, além dos membros do Conselho de Desenvolvimento Municipal (Codem).

O pastejo rotacionado, também conhecido como projeto balde cheio, vem sendo desenvolvido em outros estados da federação e chegou a Sergipe após a visita feita pelo Presidente da Emdagro, Jefferson Feitoza de Carvalho, aos mais de 1000 projetos implantados no Estado de São Paulo. “A gente viu que é um projeto que sob o ponto de vista econômico é viável, porque mostra a sua rentabilidade; socialmente ele é justo, porque atende ao pequeno produtor; e ecologicamente sustentável, uma vez que prevê a preservação dos reservatórios de água naquelas propriedades que venham a ter rio, riacho, entre outros. E é por isso, que ele vem sendo implantado nos Estados de São Paulo, Acre, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Ceará, Paraíba, Alagoas, Bahia”, afirma Jefferson.

Por ser uma proposta nova no estado, a Emdagro não tem como preocupação atender a um número grande de produtores inicialmente, e sim atingir aqueles que tenham realmente interesse e que queiram cumprir com aquilo o que for acordado com o técnico. “A medida que esse processo mostrar resultados, essas propriedades servirão de unidades demonstrativas para que a gente possa não só orientar os técnicos da extensão rural, como também os próprios produtores sobre essa nova ferramenta”, diz Carlos Augusto Pereira da Silva, Gestor de Pecuária de Leite da Emdagro.

Segundo o gestor, o sistema de pastejo rotacionado, adubado e de preferência irrigado, vai trazer qualidade de vida aos pequenos produtores da região. “Esse projeto vai dar uma nova alternativa de renda para esse produtor, porque ele vai desenvolver a prática da bovinocultura de leite em sua propriedade, além de ser uma fonte de alimento para a sua família”, afirma Carlos Augusto.
Para o Secretário de Agricultura de Umbaúba, Edgar Cerqueira, “esse projeto tem o perfil do homem do campo”, diz, acrescentando que o produtor rural não vai precisar se desfazer das culturas que vem sendo desenvolvidas em suas propriedades, uma vez que, ao invés disso, ele aproveite as áreas remanescentes que não estejam ocupadas para que venham utilizar a bovinocultura de leite nesse sistema de pastejo rotacionado.

Prática do Pastejo

O projeto consiste em explorar a área em sua máxima potencialidade de forma a aumentar a sua capacidade de suporte, possibilitando elevar o número de animais por unidade de área e, assim, obter uma produtividade maior, seja de leite ou de carne dentro de um mesmo espaço.

Inicialmente, o pastejo rotacionado divide a área em piquetes menores e a sua quantidade é calculada e dimensionada anteriormente ao projeto. Essa área terá que ser de preferência irrigada e adubada porque, caso não seja irrigada, o número de animais por hectares não vai atingir a mesma capacidade de suporte como se fosse numa área irrigada. “Em áreas de sequeiro a gente vai atingir uma capacidade bem menor, em torno de 13 unidades de animais por hectares, por isso que o ideal é que a propriedade seja rica em recursos hídricos e bem adubada, entretanto, se comparado ao sistema convencional que é usado naquela região onde se consegue criar, a todo custo, apenas uma unidade de animal hectare/ano, mesmo na região seca esse número sobe para 3 ou 4 unidades de animal hectare/ano, o que já é uma grande vantagem, um grande salto”, explica Carlos Augusto.

“A nossa estimativa é que, em áreas ricas em recursos hídricos e bem adubadas, esses produtores possam chegar a criar até 10 unidades de animal por hectare/ano, por isso, que esse sistema é viável”, diz Carlos.

9 de jan. de 2009

Emdagro quer atender 35 mil agricultores em 2009

[Notícia]

Elevar para 35 mil o número de atendimentos a agricultores familiares no ano de 2009 é o objetivo principal do planejamento estratégico da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), o qual vem sendo amplamente discutido entre diretores, coordenadores, chefes regionais e técnicos da empresa.

Segundo Delmo Naziazeno, Coordenador de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Territorial da Emdagro, ao todo foram 70 encontros de redes temáticas em 2008. “Nós fizemos 48 encontros de redes que foram realizados nos próprios regionais e 22 fora do Estado, isso objetivando fazer um levantamento sobre a atuação da Emdagro junto aos agricultores familiares, no ano passado”.

“As redes teem a finalidade de organizar os atendimentos aos agricultores, mas ao mesmo tempo elas estão interligadas dentro do Estado com outras entidades e órgãos públicos que promovem atividades vinculadas aos agricultores familiares, uma vez que elas são coordenadas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA)”, diz Delmo.

Ainda segundo ele, a Emdagro dividiu em 11 as redes temáticas, as quais ficaram com seguinte formato:

Redes Temáticas Projeção para 2009
(nº de assistidos)
Pecuária de Leite ................................... 5.000
Agroindústria ......................................... 2.500
Agroecologia ......................................... 35.000
Biodiesel .................................................. 1.000
Comercialização ................................... 10.000
Produtos e Mercados Diferenciados....... 300
Metodologia Participativa .............................. totalidade
Formação a Agentes de ATER ...................... totalidade
Mulher Rural ......................................... 1.000 (famílias)
Atividades Não-Agrícolas ....................... 200
Crédito Rural ...................................... 20.000

Além das redes temáticas, o Governo do Estado ainda tem 17 projetos a serem implantados, ainda no ano de 2009, nas áreas de produção de sementes, citros, mandioca, apicultura, pecuária de leite, ovinocaprinocultura, produção de oleaginosas e aquicultura. “Ainda podemos relacionar o fortalecimento da agricultura familiar, como um projeto mais abrangente, onde serão capacitados diversos agricultores; turismo e artesanatos rurais; desenvolvimento da agroecologia; apoio à comercialização; segurança alimentar e; crédito rural”, complementa Delmo Naziazeno.

Foto: Carlos Mariz/Asscom Emdagro

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