A.˙.G.˙.D.˙.G.˙.A.˙.D.˙.U.˙.

M.˙.I.˙.C.˙.T.˙.M.˙.R.˙.

26 de jun. de 2009

Seminário discute criação de cooperativas citrícolas

[Notícias]

Acontece no dia de hoje (05), no município de Umbaúba, o seminário sobre a citricultura sergipana, que contou com a presença de produtores de laranja dos 14 municípios de Sergipe, do Secretário da Agricultura e Desenvolvimento Agrário (Seagri), Paulo Viana, do Presidente da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), Jefferson Feitoza de Carvalho, do prefeito de Umbaúba Anderson Farias e representantes de classes sociais e de instituições financeiras.

O evento, que é um desdobramento de reuniões anteriores ocorridas sobre o assunto, consiste em apresentar as propostas elaboradas pela comissão provisória dos citricultores no tocante à criação de uma central de cooperativas, além de alicerçar a criação de cooperativas naqueles municípios que ainda não possuem e reestruturar aquelas já existentes.

Na programação, o seminário abordou temas relacionados ao cooperativismo na região, cujo intuito é de esclarecer as informações a ela inerentes, uma vez que o encaminhamento final é justamente a criação de uma cooperativa central da região citrícola, além da escolha de qual município será a sede da central.

Na oportunidade, o prefeito de Umbaúba ressaltou importância do evento, uma vez que os problemas referentes à citricultura do estado estão sendo atacado incisivamente. “Desde o começo que nós, da prefeitura de Umbaúba, assumimos o compromisso com os agricultores para a criação de uma representação dos citricultores, no intuito de abrir um canal de comunicação junto ao Governo do Estado para futuros diálogos”, diz Anderson.

O prefeito acrescentou ainda que o município vem introduzindo a laranja no cardápio da merenda escolar e destaca que esse é mais um compromisso assumido pela prefeitura para contribuir com o setor citrícola sergipano. Ele anunciou ainda que, se os membros da futura cooperativa única optar por ter o município de Umbaúba como sede, a prefeitura irá doar um terreno para a construção da cooperativa.

Em pronunciamento, o Presidente da Emdagro, Jefferson Feitoza de Carvalho, disse que encaminhou ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) correspondência solicitando que o ministério fizesse uma ampla campanha, em nível nacional, de consumo de laranja, uma vez que o consumo do citro vem caindo vertiginosamente no Brasil e em Sergipe, o que prejudica a produção do citros. “Nós encaminhamos a correspondência na última reunião da câmara setorial da citricultura, com a proposta de que o Mapa possa nos ajudar a incentivar o consumo em grande escala da laranja, de forma a solucionar um problema grande que é a falta de mercado dessa fruta”, afirma Jefferson Feitosa de Carvalho, acrescentando que é importantíssima a organização dos agricultores, pois sem o apoio do próprio agricultor o Estado fica de mãos atadas.

Na opinião do representante da Federação dos Trabalhadores da Agricultura de Sergipe (Fetase), Antônio Francisco, o agricultor tem que mudar a cultura individualista de produção e passar a adotar o conceito de cooperativas. “Não adianta o agricultor ficar lá na sua propriedade fazendo as coisas por conta própria, ele tem que está inserido em uma entidade que trabalhe coletivamente na busca da solução desse problema na citricultura”, finaliza, reforçando que a solução da crise passa necessariamente pela organização dos agricultores em cooperativas.

Fotos; Luiz Carlos Moreira Lopes / Seagri

4 de mai. de 2009

Emdagro realiza curso para assentados da reforma agrária

[Notícias]

Encerra na tarde hoje (04), no assentamento Ilha do Ouro, no Município de Porto da Folha, o curso de capacitação sobre meio ambiente e produção orgânica, ministrado a 20 agricultores familiares, pelos técnicos da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro).

O curso, que é fruto de um convênio firmado entre a Emdagro e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), tem como objetivo desenvolver de forma coletiva uma maior consciência sobre a questão da degradação ambiental, bem como estimular mudança de atitude em relação a preservação e a produção agropecuária de forma mais sustentável.

Utilizando uma metodologia mais participativa, técnicos e agricultores debatem questões como aquecimento global e as consequências para o planeta, a degradação do rio São Francisco e sua transposição, o meio ambiente e agrotóxico, a disponibilidade de água no mundo, a importância da produção orgânica e sementes.

Dentre as ferramentas metodológicas utilizadas para facilitar a internalização dos conteúdos e participação dos agricultores assentados, foi realizado um resgate da biodiversidade local onde os participantes através da técnica linha do tempo tiveram a oportunidade de refletir melhor sobre o ontem e o hoje da fauna e da flora, tomando por base a década de 70.

Para ilustrar melhor a discussão sobre o rio São Francisco, os participantes fizeram uma caminhada ao seu redor para observar e analisar in loco o processo de degradação.

Segundo Francisco Antônio Lima, mais conhecido como Jubinha, agricultor da Ilha do Ouro, ao observar a situação do rio Sã Francisco, afirma com muita tristeza " Não tem mais quem defenda a natureza, pois a cheia ou seca do rio, depois que construíram as usinas, agora depende das mãos do homem", lamenta ele.

Segundo Abeaci técnica da Emdagro, “o curso tem sido um verdadeiro aprendizado entre técnicos e produtores, pois ambos, com suas experiências poderão formatar uma base sustentável de desenvolvimento no Assentamento Ilha do Ouro, após a realização do evento”.

Para ela, destaque maior foi a questão da reciclagem de plásticos, vidros, metais e madeiras, onde se viu a importância desse processo dentro da comunidade, uma vez que informações a respeito do tema são muito escassos. “A reciclagem chamou muito a atenção dos participantes porque eles não tinham conhecimento sobre o tema”, diz ela.

O treinamento tem a facilitação de diversos técnicos da Emdagro lotados na região de Nossa Senhora da Glória que, articulando suas experiências sobre a temática, veem contribuindo para o sucesso do curso, como é o caso de José Antônio dos Santos, lotado no escritório local de Porto da Folha; Ary Osvaldo Bomfim, chefe da Unidade Regional de Glória; Renato Correa e Lúcia Andrade de Canindé do São Francisco), Marcio Conceição, de Monte Alegre.

Convênios

Firmados entre a Emdagro e o Incra, os convênios 02000/2008 e 04000/2008, que visam prestar assessoria técnicas, social e ambiental a mais de 1.600 família de agricultores rurais dos assentamentos de reforma agrária, prevê um investimento aproximado de R$ 3.377.257,00 que deverão ser aplicados ao longo de 4 anos.

Sendo seu repasse ano a ano, o convênio 02000/2008, que possui um valor global de R$ 2.116.916,00, o qual busca atender aos municípios classificados como sendo de territórios da cidadania (alto sertão e sertão ocidental) abrangendo 10 assentamentos de reforma agrária e beneficiando mais de 1000 famílias, teve seu repasse na ordem de R$ 257.989,00 proveniente do Incra e a contrapartida do Estado, através da Emdagro, no valor de R$ 28.665,00 totalizando um montante de R$ 286.654,00 para o ano 1, que se finda no próximo de junho.

Já o convênio 04000/2008, cujo valor global é de R$ 1.260.336,00, o mesmo está voltado aos demais municípios sergipanos, e já teve para o ano 1 o repasse R$ 157.541,00, sendo que, desse valor, R$ 141.787,00 são recursos do Incra e R$ 15.754,00 como contrapartida da Emdagro, o que vai beneficiar aproximadamente 616 famílias de assentados.

“Ressalta-se que os valores globais dos convênios não foram disponibilizados todos de uma só vez, porque seus termos exigem que os convênios sejam executados num período de 4, sendo porém o repasse fragmentado ano a ano, ou seja, esses convênios são plurianuais’, alerta o Gestor do Convênio, Wilton Rodrigues de Menezes.Para os demais anos (2,3 e 4) o convênio 02000/2008 prevê um recurso da ordem de R$ 514.569,00, sendo que desse valor R$ 463.112,00 será do Incra e R$ 51.456,00 da Emdagro, respectivamente.

Segundo ele, independente de convênio, a empresa sempre prestou assistência técnica a agricultores familiares de assentamentos de reforma agrária. “O histórico da Emdagro é que a empresa sempre assistiu a assentamentos independentemente de convênios”, diz Wilton, acrescentando que todos os cursos que estão sendo ofertados através dos convênios, são frutos das demandas trazidas pelos técnicos de assistência que identificam as carências de cada comunidade rural assistida.

Ainda segundo Wilton, os convênios são simplesmente para custeios e que os cursos e seminários são ministrados por profissionais da área técnica, social e econômica da Emdagro.

Programação dos cursos

Cada curso dura em média 5 dias, sendo que no último dia os participantes fazem uma excursão em outros assentamentos para verem, na prática, toda a teoria ministrada em sala de aula.Segundo a Coordenadora da Seção de Formação e Qualificação de Agricultores Familiares, Ana de Fátima Aribé, para esse ano 1 foram programados 24 eventos, sendo que, desse total, 19 foram destinados a capacitação de assentados da reforma agrária e 5 foram seminários.

20 de abr. de 2009

ENTRE AMIGOS

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