A.˙.G.˙.D.˙.G.˙.A.˙.D.˙.U.˙.

M.˙.I.˙.C.˙.T.˙.M.˙.R.˙.

15 de jan. de 2010

Modernidade traz novos horizontes ao homem do campo

[Experiência Rural ]

A história do produtor rural José Roberto Oliveira, do Município de Nossa Senhora da Glória, no Alto Sertão Sergipano, não é diferente das inúmeras histórias de homens e mulheres que extraem do campo a seiva da vida e garantem para si e seus familiares as condições necessárias de subsistência.

Guiado pelo amor ao que faz, José Roberto segue os desígnios que a mãe natureza lhe impõe e supera as dificuldades de uma região castigada pela seca. Com apenas 28 anos de idade, Roberto, que é casado e pai de três filhos, traz consigo a experiência de lidar com o gado - experiência essa adquirida através dos seus antepassados - e inova ao projetar em sua labuta as práticas modernas de uma civilização que respira tecnologia.

Proprietário de uma fazenda de pouco mais de 18 hectares, propriedade essa a qual deu o nome de Três Irmãos em homenagem aos seus três filhos, José Roberto coloca em prática as técnicas de ordenha mecânica e inseminação artificial que aprendeu em um curso ministrado por profissionais de assistência técnica da Emdagro, no município de Riachão do Dantas. Ele garante que, após adquirir essas tecnologias, sua vida mudou muito. “Estou muito satisfeito em poder utilizar essas tecnologias em meus animais. Hoje eu consigo produzir bezerros com melhoramento genético que poucos criadores aqui da região conseguem produzir. Não tenho como não dizer que minha vida não mudou”, diz.

A mudança de vida a qual Roberto se refere é a melhora da renda familiar. Ele possui em sua propriedade 22 vacas - sendo onze delas em plena produção leiteira - oito novilhos e sete bezerros, que garantem o sustento de toda a família. Sua fonte de renda, segundo ele, vem da produção de 220 litros de leite por dia, o que lhe permite uma renda mensal de aproximadamente dois mil reais.

Pelas suas contas, Roberto vende o leite, a uma beneficiadora da região, pelo valor de R$ 0,75 o litro, o que lhe proporciona pelos 220 litros de leite que produz cento e sessenta e cinco reais por dia e, ao final do mês, R$ 4.950,00. “Depois que pago todas as despesas com os animais me sobra mais ou menos R$ 2.000,00”, diz.

Mas, para conseguir chegar aonde chegou, José Roberto teve que investir no seu sonho. Adquiriu uma ordenhadeira mecânica, o que facilitou a ordenha diária dos animais, e um botijão de armazenamento de sêmen para utilizá-lo na inseminação artificial das vacas o que permite, com isso, produzir animais com alta qualidade genética.

Para ele, o que o diferencia dos demais produtores da região é, justamente, a qualidade do leite produzido e a criação de bezerros com grande potencial genético. “Por conta dessa tecnologia que possibilita, através da inseminação artificial, o nascimento de bezerros de qualidade, eu pude melhorar cada vez mais a qualidade do leite que produzo e ainda garantir a comercialização dos bezerros machos que nascem”, diz.

Como prova do que afirma, Roberto mostra, com muito orgulho, os cinturões de campeão das exposições agropecuárias promovidas pela Emdagro. Ao todo são 5 cinturões que lhe permitiram o título de melhor produtor de leite do Estado de Sergipe, quando da participação dos concursos leiteiros realizados em cada uma das exposições em que esteve. “Esses cinturões me trazem muito orgulho porque é o reconhecimento de todo o trabalho que tenho com os meus animais”, enfatiza.


Texto/Foto: Carlos Mariz

29 de dez. de 2009




O grande barato da vida é olhar pra trás e sentir orgulho da sua história.
O grande lance é viver cada momento como se a receita da felicidade fosse o AQUI e AGORA! Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o bolo sola, o pneu fura, chove demais. Mas... Pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia?

Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho? Tá certo, eu sei, Polyanna é personagem de ficção, hiena come porcaria e ri, eu sei. Não quero ser cego, burro ou dissimulado. Quero viver bem. 2009 foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões... Normal. Às vezes se espera demais das pessoas... Normal. A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou... Normal.

2010 não vai ser diferente. Muda o século, o milênio muda, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja,mas e aí? Fazer o que? Acabar com o seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança? O que eu desejo pra todos nós é sabedoria, é que todos nós saibamos transformar tudo em uma boa experiência! Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado. Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim. Entender o amigo que não merece nossa melhor parte. Se ele decepcionou, passa pra categoria 3, a dos amigos. Ou muda de classe, vira colega. Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém. O nosso desejo não se realizou? Beleza, não tava na hora, não deveria ser a melhor coisa pra essemomento (me lembro sempre de uma frase que adoro: 'Cuidado com seus desejos, eles podem se tornar realidade'). Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano. Não adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam diferentes ... Desejo pra todo mundo esse olhar especial... 2010 pode ser um ano especial se nosso olhar for diferente. Pode ser muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos, e dermos a volta nisso. Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro. 2010 pode ser o bicho, o máximo, maravilhoso, lindo, maneiro,especial... Pode ser puro orgulho. Depende de mim! De você! Pode ser. E que seja!!!

" Que a virada do ano não seja somente uma data, mas um momento para repensar tudo o que fizemos e que desejamos, afinal sonhos e desejos podem se tornar realidade somente se fizermos jus e acreditarmos neles!" Carlos Drumond de Andrade

4 de nov. de 2009

Divulgar Sergipe é um dever de todos

Artigo

O Estado de Sergipe, mesmo sendo o menor da federação, é muito grande em belezas naturais, culturais, artísticas e artesanais. Porém, esse grande potencial turístico sergipano ainda não possui o destaque devido para proporcionar ao resto do país a oportunidade de conhecer particularidades que só nós podemos oferecer.

Infelizmente, algumas das políticas públicas voltadas para o turismo em Sergipe ainda não surtiram o seu devido efeito. Percebemos que outras encontraram o caminho certo e projetaram, mesmo que minimamente, o Estado para o restante do Brasil. É inegável, entretanto, reconhecer que o número de turista no Estado vem crescendo, não consideravelmente, mas na medida do possível. Os hotéis, principalmente os situados à beira mar, na Orla de Atalaia, vem apresentando o número maior de turistas hospedados, o que significa dizer que se todas as políticas atingissem realmente seus objetivos esse número seria muito superior a cada temporada.

No entanto, não se pode apenas esperar que só o governo resolva as questões que envolvam o turismo. Todos os atores inseridos no contexto devem estar engajados e comprometidos no crescimento desse setor que eleva os índices de desenvolvimento de um estado, seja no quesito empregabilidade, seja na qualificação dos profissionais de turismo, seja na infraestrutura ou aquela “injeção de ânimo” na economia.

Quando nos referimos aos atores envolvidos, nos referimos a todos que compõe essa cadeia turística, quais sejam: os Governos Federal Estadual e Municipal, a classe empresarial da rede hoteleira, as entidades representativas do setor, o próprio profissional de turismo, o guia, o atendente, a camareira, o chefe de cozinha, o taxista, e porque não dizer até o vendedor de coco que, querendo ou não, mantêm contato direto com o turista. Todos devem estar em sintonia no sentido de promover o Estado.

Não se pode generalizar, mas alguns hotéis de Sergipe não possuem sequer cartilhas, catálogos ou qualquer outro meio de divulgação que mostrem aos visitantes os principais pontos os quais deveriam conhecer e, quem sabe, garantir sua permanência por mais tempo no Estado, ou melhor, divulgar em seus Estados que Sergipe possui belezas naturais e um povo acolhedor compatível com o seu tamanho.

Precisamos urgentemente difundir nossas praias, dunas, lagoas, manguezais, rios, nossa cultura, nosso artesanato, nossos artistas, o nosso povo, para garantir a Sergipe a posição que lhe é de direito no cenário turístico do Brasil, não só como o menor Estado da Federação, mas por ser um gigante por sua própria natureza.

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