A.˙.G.˙.D.˙.G.˙.A.˙.D.˙.U.˙.

M.˙.I.˙.C.˙.T.˙.M.˙.R.˙.

28 de jul. de 2008

Gestão do Conhecimento discute C&T na Emdagro

[Notícias]

Ratificando o compromisso em oportunizar aos seus servidores e parceiros o contínuo desenvolvimento pessoal de cada indivíduo, a Emdagro trouxe nesta segunda-feira, dia 28/07/2008, às 09:00 hs, a Fundação de Apoio a Pesquisa e Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe – FAPITEC a qual apresentou seus objetivos e metas.

Tendo como enfoque a fundação e elaboração de editais voltados para tecnologias sociais, em que a ciência, tecnologia e inovação se constituem em instrumentos capazes de contribuir com a melhoria da qualidade de vida e a redução da pobreza da população sergipana, a Fapitec se propõe em promover a aproximação de seus parceiros no tocante às políticas públicas de desenvolvimento agrícola.

Segundo o presidente da Fapitec e palestrante na ocasião, sr. José Ricardo de Santana, a fundação busca promover projetos de pesquisas através de formatação de editais para a apresentação de tais propostas e, assim, levar tecnologias para as comunidades carentes do Estado. “Nosso papel é fomentar a pesquisa e informação com o intuito de divulgar e transferir o conhecimento em cultura e tecnologia para que comunidades carentes possam se desenvolver”, afirmou José Ricardo.

Para o presidente da Emdagro, Sr. Jefferson Feitosa de Carvalho, “a empresa possui vários projetos que estão necessitando de apoio técnico e profissionalizante, como é o caso da produção de pólem apícola, e que a Fapitec poderá vir a ajudar na implantação e implementação dessas demandas”, afirmou.

Ao final da apresentação e após uma ampla interação com os presentes o presidente da Fapitec elogiou a participação e as sugestões apresentadas pelos servidores da Emdagro e afirmou que tudo o quanto fora sugerido seria colocado em prática a fim de dinamizar todo o processo ora discutido.

11 de out. de 2007

A vida como moeda de troca

[Artigo]
Essa semana assisti a um filme do cineasta grego Constantin Costa-Gravas, cujo título é “O Corte”. Este filme busca retratar a realidade de um desempregado que, no auge do desespero, resolve tomar medidas drásticas para conseguir voltar ao mercado de trabalho. O ponto é que, mesmo sendo uma obra de ficção, o cerne ao qual o auto nos obriga refletir está muito presente no cotidiano das pessoas, em que surge a questão: até onde pode chegar uma pessoa para conseguir um emprego?

Narrativamente e, como dizia o grande filósofo, a arte imita vida, necessariamente em se tratando do filme O Corte, do cineasta grego radicado na França Constantin Costa-Gavras, seu enredo nos remete a real e implacável situação vivida por milhares e milhares de pessoas pelo mundo afora, qual seja, o fantasma do desemprego.

Ocorre que, na ficção, o autor foi mais além quando abordou a iminente loucura de um profissional que, de uma hora pra outra, teve sua vida transformada quando da sua demissão do cargo o qual trabalhava há praticamente 15 anos. Ou seja, o protagonista é um profissional que se vê, nos dias de hoje, vítima do desemprego e que tal situação afeta diretamente seus padrões psíquico e econômico a ponto de o mesmo, num ato desesperador, enveredar pelo submundo do crime e passar a assassinar seus próprios concorrentes, como um último suspiro de obter um novo emprego.

O plano se dá quando o personagem Bruno Davert, vivido pelo ator José Garcia, após dois anos de incessantes envios de vários currículos seus as mais variadas empresas sem, contudo, obter algum retorno, utiliza-se de meios para selecionar os seus “possíveis” concorrentes através de anúncios de emprego. Acontece que, tais concorrentes, sequer sabiam que estariam sendo atraídos para morte.

Tendo como único recurso eliminar seus concorrentes do mercado de trabalho, Bruno Davert coloca seu plano em prática e passa a assassinar uma por uma de suas vítimas.

Na vida real, podemos nos deparar com situações que podem sim chegar a tal extremo. Por exemplo, qual a diferença entre um desempregado que, no auge do desespero, resolve tirar sua própria vida, e de um outro que, nas mesmas condições, resolve tirar a vida de seus concorrentes ou de outras pessoas? Não seria aí a vida, tanto de um como dos outros, o bem mais precioso do ser humano?

Claro que sim. A vida vale muito mais do que qualquer outra coisa. Mas, o que acontece é que num mundo tão competitivo como o que estamos vivendo, os valores tornam-se figuras meramente decorativas na instante dos conceitos morais dos homens.

Ao nos depararmos com tal situação e vivenciarmos a escassez dos recursos básicos para a nossa subsistência e de toda a família, onde os filhos por não compreenderem a verdadeira realidade passam a nos cobrar cada vez mais pelos alimentos pretendidos; quando nossas esposas, mulheres firmes e de fibras, mesmo reconhecendo tal situação, ainda assim, por um singelo gesto no olhar cobra-nos por uma atitude urgente; quando procuramos forças para darmos a volta e não a encontramos em nenhum lugar dentro de nós mesmos; quando tudo aparentemente está perdido, não vemos nenhum outro meio senão apelar para a lei da selva, onde os fracos são devorados pelos mais fortes e, estes sobrevivem até que outros mais fortes os devorem também.

Será que os fins justificariam os meios, como apregoou Maquiavel em seu livro O Príncipe? Nesse contexto, volver-se-ia o homem ao seu estado mais primitivo para garantir seu espaço no mercado de trabalho e, conseqüentemente, a manutenção do seu padrão econômico, em detrimento da vida do outro.

Por outro lado, na selva do mundo corporativo, as competições tornam o homem, na maioria das vezes, sanguinário e irracional em que, vale mais quem tem do que quem realmente é. E é, por isso, que o filme O Corte traduz a verdadeira face do homem quando lhe é imposta situações aviltantes. Isso sim é a realidade apresentada através da ficção, que nos remete a uma análise profunda sobre o desemprego.

Aliás, esse espectro ronda as pessoas deixando-as instáveis, sem saber o que o amanhã pode trazer. É certo que as necessidades das pessoas precisam ser supridas, porém, nunca em detrimento da integridade de outrem.

Contudo, não basta só fazer uma análise fria do comportamento humano e sim, as variáveis desse fenômeno (desemprego) que se incidem nesses comportamentos, transformando o homem em seres primatas, inconscientes e inconseqüentes.

Nesse binômio trabalho/sobrevivência a vida jamais deverá ser uma moeda de troca.

16 de set. de 2007

Sem meio ambiente não há energia

[Artigo]

A realidade energética do Brasil é preocupante. Conceitualmente, o sistema energético compreende toda a atividade de extração, tratamento e distribuição além do uso de energia. Tal sistema, atualmente, torna-se um dos principais responsáveis pela agressão direta ao meio ambiente e ao próprio homem em escala local, regional, nacional e global.

É através da extração desses recursos naturais, seja petróleo, carvão, biomassa ou termoeletricidade que surgem implicações e danos ambientais chegando a ponto de transfigurar suas principais características, tais como: a brusca mudança nos padrões climáticos, do uso do solo, dos recursos hídricos e da própria cobertura vegetal.

Com isso, não é à toa que ampla discussão vem sendo travada pelos diferentes setores da sociedade para se buscar alternativas que possibilitem a implantação de programas, assim como, a captação de incentivos que evitem cada vez mais a degradação ambiental e, conseqüentemente, a falência do setor energético.

Há de se levar em consideração que o aumento da demanda e da oferta de energia vem trazendo enormes desafios aos setores de planejamento das empresas e aos órgãos governamentais, que precisam urgentemente adotar medidas que efetivamente resguardem a integridade do ecossistema e garanta o fornecimento de energia a toda a população anos a fio.

Faz mister lembrar que ao se falar em matrizes energéticas, soa o famigerado programa de construção de usinas nucleares, o qual voltou a fazer parte da pauta do Governo e que vem causando arrepios aos ambientalistas, isso porque, segundo eles, a retomada do programa nuclear brasileiro caracterizará o retrocesso histórico de uma nação que, praticamente, não saiu da incubadora do desenvolvimento.

Por certo, que a energia nuclear é a que mais vem preocupando a sociedade como um todo, motivo pelo qual basta dar uma olhada no passado e identificar os danos causados por ela ao meio ambiente e à saúde humana. E essa fonte de energia trás consigo problemas sérios, quando questões vêm à baila no tocante a manipulação do material radioativo no processo de fabricação do combustível nuclear. Os riscos de vazamentos e acidentes são iminentes. Não se pode deixar de mencionar, também, a falta de infra-estrutura que o Brasil possui para o armazenamento e conservação do lixo radioativo.

Mesmo que o país detenha a sexta maior reserva de urânio do mundo, matéria prima para abastecer suas futuras e atuais usinas nucleares, como afirmam alguns especialistas, não seria sensato ao governo brasileiro retomar tais projetos, uma vez que elevados são os custos para implementar e complementar tais políticas, frente aos grandes riscos que o país precisará correr.

Por outro lado, as crises dos setores termoelétrico e hidrelétrico revelam o já profetizado sinal de desgaste, de esgotamento. As termoelétricas, por exemplo, contribuem com a poluição ambiental na medida em que lançam no ar dezenas de centenas de gases, o popular dióxido de carbono, responsável pela manutenção da temperatura na terra e que, em excesso, impedem a saída do calor para a atmosfera provocando o efeito estufa, cenário bastante conhecido.

Já as hidroelétricas, caracterizadas como fontes “limpas” de energia, também possuem parcela razoável de culpa quando promovem impactos irreparáveis ao meio ambiente, na medida que alteram a temperatura, a composição e as propriedades químicas das águas, a partir do instante em que as represam, ocasionando, contudo, um verdadeiro descompasso no ecossistema, afetando não só a fauna como também a flora.

Diante desse quadro, urge reconhecer que, para a expansão do sistema energético brasileiro, é necessário buscar meios alternativos que viabilizem eficiência da produção e o uso de energia, através dos seus recursos renováveis. Meios esses como a utilização das energias eólica e solar com certeza irão contribuir para aliviar os danos que, ao longo de anos, vem submetendo o meio ambiente, na busca desesperada de salvar esse maior patrimônio da humanidade e garantir, portanto, a continuidade do abastecimento energético.
Foto: Internet

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